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Créditos
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Se tem uma coisa que eu detesto é minha cidade. Sempre considerei aqui uma roça, onde nada tem, nada se acha, e a cidade a cada ano, só cresce para os lados, ou seja, só cresce periferia, e quando se anda no centro da cidade, só se vê "povão". Mas ontem, passei por uma situação de cidade grande. Fui assaltada, eu e minha mãezinha, por um vagabundo armado, violento, que pensei que fosse nos matar. Acontece que eu trabalho em um lugar onde se tem muito dinheiro, e eles já deveriam estar vigiando quando eu saí de lá de dentro, pois minha mae foi me buscar, e eu estava com umas sacolinhas de plastico na mão, contendo uns cadernos, e umas compras de supermercado; tinha também uma sacola cheia de roupas que eu peguei na Hering, em consignação pra minha mãe que não tem tempo de ir até a loja, experimentar em casa, mais tranquila. Enfim.. estávamos indo pra casa, quando de repente, no semáforo, desceu um FDP de uma moto, batendo no para-brisa do carro com uma arma (que pensei que fosse quebrar) , berrando, apontando a arma pra minha mãe que estava dirigindo, e mandando abrir o carro... ele estava nervoso, agressivo, como se nós, estivéssemos feito alguma coisa de mal pra ele; um absurdo! Como minha mãezinha havia sido assaltada há 3 meses atrás, ela estava com trauma, ficou nervosa e não deu conta de abrir o vidro. Tive que gritar, pedindo pra ele ter calma, não atirar na gente, e eu mesma abri o vidro do carro. Nisso, ele foi tão cara de pau e vagabundo, que chegou a abrir a porta do carro, e começou a gritar pedindo as sacolas; com certeza ele achava que havia dinheiro dentro de uma delas. O pior, é que minha amada cachorrinha, estava no banco de trás do carro, e ela costuma latir, e avançar para estranhos. Desesperei, pq fiquei esperando o momento em que ela iria estranhar, iria latir e avançar nele, na hora que ele colocasse a mão no banco de trás, pra pegar as coisas e nisso, ele poderia atirar na minha mãe, em mim ou na minha cachorrinha. Mas felizmente, eu segurei ela, fiquei pedindo calma, e implorei, pra que ele tivesse cuidado com a cachorrinha, e que eu entregaria tudo. Foi tudo muito rápido. Ele pegou as sacolas, a bolsa da minha mãe, e logo sentou na garupa de uma moto com outro vagabundo, e fugiu. Eu e minha mãe conseguimos anotar a placa da moto, e ainda fomos atrás deles, ligando pra polícia. Mas a polícia é muito lenta, e não acharam. Mais tarde, acharam a bolsa que os vagabundos jogaram fora, eles levaram apenas o celular, e R$ 25.00, pois a mamãe não gosta de andar com muito dinheiro na bolsa. E teve também o prejuízo das roupas que eu peguei em consignação na Hering, que minha mãe vai ter que pagar pra mulher de uma dos vagabundos usar (que também deve ser outra vagabunda). Mas o prejuízo maior pra mim, está sendo emocional. Estou arrasada, revoltada, pois esses bandidos estão soltos por aí, já que não conseguiram localizar a moto (polícia incompetente). Me sinto humilhada, pois parece que minha familia, está nas mãos desses caras. Me sinto presa, dentro da minha própria casa; me sinto seguida, sem ter o direito de usufruir de um bom carro, de um bom celular, e sem ter o gostinho gostoso de sair do trabalho em véspera de feriado, e ter que ficar fugindo de motoqueiros que andam em duplas, com jaquetas de couro vagabunda. Oq é irônico, é que sempre que eu posso, eu leio livros sobre marginalidade, tipo o Estação Carandiru, que chorei ao ler como foi o massacre em 92; teve também um outro livro que lí, de um ex preso, que chama: Vidas no Carandiru. Quando eu lía esses livros, eu era a favor dessas baboseiras de Direitos Humanos, sempre fui contra torturas, espancamentos, e mals tratos aos presos. Mas.. hoje, sentindo tudo oq eu senti na pele, não penso e nem QUERO pensar mais assim. Eu penso apenas no desespero e nas lágrimas da minha mãe, nas noites mal dormidas do meu pai, de tanta preocupação e medo ao sair do trabalho. Penso na humilhação que esses bandidos nos fizeram passar no meio da rua; penso na malandragem, na cara de pau de nos assaltar daquela forma, mesmo tendo um carro na nossa frente e outro atrás. Por essas coisas, hoje, oq eu queria, era que essa laia, estivessem todos no inferno. Bandido pra mim agora, tem que morrer, e se não morrer, apanhar, passar por humilhações, pra pararem de fazer pessoas de boa índole sofrer. Mas sei que isso é uma utopia, esse país, está cada dia pior, e quem está por cima, é a cafagestagem. Agora já não tem diferença, uma cidade grande de uma de interior, pois a bandidagem está em todo lugar. Oq nos resta, é viver nos precavendo e contar com a ajuda de Deus, pra nos proteger dessa baixaria. Música do Dia: Vilarejo - Marisa Monte (Pq todo mundo merece morar em um lugar como o dessa música) Lari
Escrito por Lari
às 13h23 |